sábado, 29 de novembro de 2008

"Venda mais atendendo melhor

Uma das coisas mais importantes que um consumidor adquire, além dos produtos que ele almeja é a satisfação em ter realizado um bom negócio, sentindo-se respeitado e valorizado. Mesmo os consumidores que já possuem opinião formada sobre os produtos ou marcas que desejam comprar, esperam ser atendidos de forma diferenciada e exclusiva.

Esperam ser atendidos de forma diferenciada porque estão dando a oportunidade à empresa em tê-los como clientes. Logo, se houve esta oportunidade, nada mais justo do que superar suas expectativas os atendendo de forma especial e diferenciada. Também devem ser atendidos de forma exclusiva pois cada pessoa tem suas características, necessidades, desejos e expectativas individuais.

Dependendo do atendimento realizado, terá uma percepção da empresa e irá formar sua opinião (positiva ou negativa) sobre ela. Obviamente todos devem ser tratados com respeito, ética e profissionalismo, igualmente, mas de forma diferenciada e exclusiva pois cada pessoa possui seus valores pessoais e devemos saber identificá-los e respeitá-los.

Atender não se limita a vender e vender não se limita a atender. Atender é buscar compreender os anseios de seus clientes e as melhores formas de atingir seus objetivos e expectativas. Vender é disponibilizar os produtos (ou serviços) que melhor vem de encontro às necessidades de seus clientes apresentando um excelente custo benefício.

Podemos entender então que uma excelente venda com um atendimento perfeito, nada mais é do que a demonstração de interesse em compreender as necessidades e condições de cada cliente, oferecendo assim, os produtos e serviços que melhor venham de encontro com suas necessidades, expectativas e possibilidades, resultando a obtenção de uma percepção satisfatória da compra.

Os clientes podem avaliar os produtos antes, durante e após a compra e assim definirem seu nível de satisfação. Já o atendimento torna-se mais sensível a forma de avaliar a satisfação pois o profissional de vendas, tem apenas uma chance de criar uma boa primeira impressão.

Por mais semelhantes que sejam os interesses dos consumidores, todos são únicos e precisam ser tratados de forma diferenciada e exclusiva. Agregue valor a sua venda, através de seu atendimento e pós venda. Há várias oportunidades para pesquisarem preços e marcas, mas para serem atendidos com a satisfação desejada, depende apenas de você."

Artigo de Wagner Campos, que é graduado em Administração em Comércio Exterior e tem especialização em Marketing.
Pode ser acessado em: http://www.administradores.com.br/artigos/venda_mais_atendendo_melhor/26607/

Postado por Daniel Belchior

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O QUE É... PRODUTIVIDADE

A seguir, um artigo contido numa série feita por Max Gehringer, contando sobre alguns casos da vida corporativa.

O QUE É... PRODUTIVIDADE

É quando o funcionário reage a uma preocupação genuína da empresa com ele Uma das lembranças mais vívidas que tenho de meu primeiro emprego era o grande escritório. Todo aberto, com um pé-direito enorme e paredes nuas. O ambiente era tão espartano que a única coisa que podia ser vagamente chamada de "decoração" eram os dois pomposos retratos dos fundadores, pendurados na parede do fundo. E era ali, sob os retratos, que ficavam as mesas dos diretores, estrategicamente posicionadas para que eles tivessem uma visão total do local. De frente para a diretoria ficavam todas as outras, e a hierarquia funcionava por fileiras de mesas. Na primeira fila estavam situados os chefes, para que eles pudessem ir rapidamente até a mesa dos diretores quando fossem chamados. Na última fila, ficavam os supervisores. E no meio, observados todo o tempo tanto pela frente quanto pela retaguarda, ficávamos nós, o resto dos funcionários. Cada funcionário tinha a sua mesa, e só. Mesmo os cestos de lixo ficavam junto às mesas dos supervisores, para que eles pudessem conferir tudo o que estava sendo descartado. Um dia, apareceu na empresa um pessoal estranho, bem vestido e bem falante. Eles se definiam como "atualizados com as tendências da administração moderna", algo que nós ali nem desconfiávamos que pudesse existir. Esse povo tinha sido contratado com o objetivo de mudar a mentalidade já meio ultrapassada da empresa, e começou alterando o layout: construíram salas para os gerentes, salinhas para os supervisores e minissalões para cada departamento. Como tudo isso requeria espaço, o escritório teve de ser ampliado. E aí, aproveitando o embalo, foram inseridos vários itens, digamos, mais atualizados com as tendências da administração moderna, como vasos com flores, reproduções de pinturas clássicas e persianas coloridas nas janelas. O efeito foi incrível. A produtividade geral dobrou da noite para o dia. E, para nós, tudo pareceu óbvio: quando se dá ao ser humano mais espaço e mais tranqüilidade, ele funciona melhor. O escritório havia deixado de ter aquele aspecto de estádio de futebol para se transformar num ambiente que privilegiava a individualidade. E o agradecimento se resumiu em uma palavra que qualquer empresa entende e aprecia: produtividade. Há um mês, eu me encontrei com um funcionário de uma grande instituição financeira e ele me contou, todo entusiasmado, a grande mudança pela qual o escritório acabara de passar. Dezenas de salas e salinhas tinham sido colocadas abaixo e o local havia sido transformado em um imenso salão, onde todo mundo podia ver todo mundo. E o resultado tinha sido positivo, em todos os sentidos: de repente, passou a haver mais espaço, mais luminosidade, mais contato humano e, principalmente, muito mais produtividade! "Isso é o século 21!", ele me disse. E eu, tentando não melindrá-lo, expliquei que aquilo, a bem da verdade, era o século 19. Grandes escritórios abertos, sem paredes, divisórias ou baias, foram o início de toda a história, lá pela época da Revolução Industrial. O fato de a produtividade melhorar quando a empresa constrói ou derruba salas, tanto faz, é resultado não da engenharia, mas da mensagem que a empresa está passando: estamos mudando para oferecer melhores condições de trabalho. E, quando o funcionário sente que existe uma preocupação genuína com ele, fica mais produtivo. Até no escuro.

Para mais artigos, acessem: http://www.ucg.br/site_docente/adm/francisco_jose/pdf/liderancaechefia/pdf/ArtigosdeMaxGehringer.pdf

Post by Renata Aline Nunes

Clientes: prender ou conquistar? Uma lição de marketing!

A seguir, o estudante de engenharia de produção Bruno Biscaia discorre a respeito dos métodos que muitas empresas ainda usam para "prender" os clientes e garantir que estes continuem pagando pelos serviços (nem sempre bons) prestados.



Tenho de confessar um fato que me ocorreu hoje e aproveitar para fazer alguns comentários sobre isso: sou assinante de um plano de internet banda larga integrado a outro plano de TV a cabo, que não em fornece muitas vantagens – só um alto custo de mensalidade e uma baixa velocidade de conexão. Tendo isso como justificativa, pensei em cancelar a assinatura de uma vez por todas na data de vencimento do contrato. Ah, o contrato, este instrumento que poucos se aventuram a ler…

Bom, com essa idéia em mente, fui reler os documentos que recebi no dia em que passei a utilizar tais serviços, principalmente para me informar melhor sobre que taxas eu devo pagar e sobre como devo proceder para efetuar o cancelamento. Foi aí que me deparei com uma situação que me fez refletir e, por fim, relatar os acontecimentos aqui no Dinheirama.

Estou falando da visão fundamental para toda pessoa/empresa que desejar obter sucesso em seu empreendimento: a visão de marketing voltada para o cliente. Será que as empresas que prestam serviços para você, para mim e para um enorme número de brasileiros estão interessadas neste tema? Será?

A minha história

Quando assinei o contrato com a empresa fiquei bastante feliz, pois fui informado de que não teria de pagar pelo serviço de instalação e nem pelo modem, o que me poupou certo gasto no curto prazo. Assim, assinei o plano de internet banda larga integrado ao de TV, deixando claro que o meu interesse era em um plano de internet por um ano.

O truque estava no fato de, nesta “promoção”, o plano de TV ter um contrato de dois anos com o assinante. Além do mais, se cancelados os planos em menos tempo que o prazo estipulado de dois anos, cabe ao cliente (ah, sim, este sou eu) arcar com as despesas da instalação do produto em sua residência e com o valor do modem, dessa forma forçando o cliente a renovar o plano de internet por mais um ano.

Resumindo, cai numa cilada! Mas, apesar desta história ser engraçada por demonstrar certa (muita?) inocência da minha parte, o importante é atentar para o fato de que a empresa fornecedora de internet banda larga utilizou como ferramenta de vendas uma estratégia que acaba por “prender” o cliente – que, como se sabe, nunca se vê satisfeito quando fica limitado por contratos ou, pior, quando se vê tendo que pagar taxas para cancelar alguns serviços.


Para mais (artigo na íntegra), acessem o endereço logo abaixo:

http://dinheirama.com/blog/2008/11/27/clientes-prender-ou-conquistar-uma-licao-de-marketing/

Por Paulo Vieira

Estratégia é tudo: sucesso ou fracasso empresarial?

"Estratégia é tudo: sucesso ou fracasso empresarial?


O ambiente empresarial dentro do contexto da economia globalizada, tem sido fortemente marcado pela necessidade eminente de busca e aplicação de novas técnicas e ferramentas de gestão administrativas. Busca-se, em uma perspectiva prática, traduzir em linguagem organizacional, o conceito de excelência empresarial. Neste contexto, o planejamento estratégico nas organizações merece especial atenção, pois do seu êxito dependerá a sobrevivência e o poder de competição do negócio.

No entanto, apesar de sua importância, o planejamento estratégico é mal entendido. Para muitos empresários é impossível realizar planejamento de longo prazo num ambiente de turbulências e incertezas com o que vivenciamos no Brasil. Outros consideram sua aplicação viável somente em organizações de grande porte; há aqueles que acreditam ser seu feeling suficiente para enfrentar a competitividade do mercado global e, por fim, os que desdenham sua utilização, desencorajados pelo insucesso de sua aplicação em sua organização ou em alguma empresa conhecida.

Decorre desta necessidade, o conceito de estratégias competitivas como uma metodologia capaz de melhorar o processo de planejamento, tornando a elaboração de estratégias mais especifica e detalhada, a partir da análise das variáveis internas e externas e o seu impacto na performance organizacional.

Verdadeiramente, é impossível conceber atividades empresariais sem a criação de valor para benefício da sociedade e sem o desejo de participação das pessoas neste processo. Ao formularmos uma estratégia de negócio precisamos ter consciência de que a mesma não resulta em ação e resultados imediatos..."

Caso interesse ler o restante do artigo de Roberto Tadeu Ramos Morais, que é muito bom, acesse:
http://www.craweb.org.br/artigos/adm_geral/artigos/roberto_tadeu_ramos_morais/estrategia_tudo.asp

Post By Camila Karine

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Faça amigos! Pratique Networking!

"Inúmeras pessoas têm me perguntado a respeito do que realmente é Networking, então vamos lá! Costumo ministrar muitas palestras sobre este assunto, e também incluo este tema como ponto obrigatório em meus cursos e treinamentos. Construir redes de relacionamento não é tarefa fácil, exige disciplina, dedicação e estratégia; é um trabalho árduo mas extremamente prazeroso, principalmente quando se pensa em acumular amigos, e não simplesmente favores! Tenho debatido muito esta questão, vários escritores renomados afirmam que Networking não possui nada a ver com amizade, e que tudo não passa de uma relação temporária e unicamente profissional, e por meio de minhas experiências, é aí que eu discordo veementemente! Quando praticamos o Networking, é notório que não conseguiremos ficar amigos de cem por cento dos nossos contatos, mas pelo menos podemos tentar, pois construir relacionamentos não se resume apenas a uma troca constante de favores. O conceito de Networking está ampliando seu significado, principalmente no Brasil.
O brasileiro é um povo cordial, afável e comunicativo por natureza, mas as atribulações e a correria dos dias atuais estão nos afastando do meio em que vivemos, e é necessário quebrarmos este círculo de isolamento interpessoal, precisamos conversar, conviver e cultivar relacionamentos. Quantos utilizam diariamente os elevadores de prédios residenciais e comerciais, entram mudos e saem calados; outros chegam a fazer o mesmo caminho para o trabalho diariamente mas não cumprimentam ninguém, e ainda existem aqueles que freqüentam igrejas, academias, clubes e não se relacionam com praticamente nenhuma das pessoas destes locais.
Faça um teste agora! Qual o nome da diretora do colégio dos seus filhos? E o nome do porteiro do prédio em que você mora ou trabalha? Ah sim! Me diga o nome do dono da padaria perto da sua casa, ou do jornaleiro da banca em que compra jornais e revistas semanalmente! Será que você conseguiu responder algumas destas perguntas?! Não se espante se não lembrar de nenhuma, pois isto acontece com quase todo mundo. Ontem, enquanto assistia o telejornal, em uma matéria que falava a respeito dos problemas causados pelo excesso de barulho no dia-a-dia, uma menina que aparentava ter por volta dos 19 anos, achava uma chateação quando pessoas mais velhas puxavam assunto, pois ela preferia ficar com seu Mp3 no último volume, isolada, totalmente fechada em seu mundo particular.
Este comportamento é extremamente normal, tão comum que nem percebemos mais a quantidade de pessoas isoladas em seus mundos particulares, estamos sempre sozinhos, mas ao mesmo tempo cercados de pessoas por todos os lados. No shopping, no parque, no clube, na academia, cada vez mais, as pessoas preferem se isolar a se relacionar.
Quando falo de Networking, sempre digo que ele é o principal caminho para o sucesso, um caminho sólido, que trará além de muitos benefícios comerciais e profissionais, também muitas amizades que poderão perdurar por anos a fio, só depende de nós!
Imagine-se na fila do check-in do aeroporto, veja agora quantas pessoas desconhecidas existem em sua volta, quantas vidas diferentes da suas, quantos trabalhos diferentes do seu, e principalmente, tente imaginar quantas pessoas elas conhecem que você talvez nunca conhecerá em toda a sua existência. Agora perceba quantas experiências você está deixando de ter, quantos negócios está deixando de fazer, e principalmente, quantos amigos está deixando de ter.
Construir uma rede de relacionamentos sólida ajuda muito nos negócios, mas não é só isso, se fossemos pensar assim, estaríamos acreditando que os relacionamentos e as pessoas são descartáveis, que podemos usá-las duas ou três vezes, e depois de obtermos o que queremos, descartamos tudo no lixo mais próximo.
Respeito a visão dos que acham que Networking nada mais é do que um simples “Toma lá, dá cá”, mas sinceramente, eu ainda acredito muito nas pessoas, creio que todo ser humano nasceu para viver em comunidade, somos assim desde que o mundo é mundo, precisamos do meio e somos fruto dele, desta forma, pessoas ajudam pessoas, os negócios são apenas conseqüências, eles acontecem, pois todos nós temos que fazer algo para sobreviver, somos muitas vezes a imagem crua de nossa profissão, por isso, é de suma importância que ao viver em comunidade, estabeleçamos uma rede de contatos ativa e pujante.
Quando fazemos amigos, não precisaremos cobrar favores, eles naturalmente lembrarão de nós nos momentos em que fizerem algo que esteja ligado a nossa imagem pessoal e ou profissional.
Construir redes de relacionamento é um exercício gratificante, uma atividade que ser torna tão ou mais prazerosa do que o nosso próprio trabalho, pois quando se aprende os caminhos corretos do Networking, todo o dia é dia de se conquistar um novo amigo.
Faça amigos por onde passar, deixe que todos conheçam quais são os seus objetivos, busque estar perto daqueles que gostam de estar perto de você, pois na maioria das vezes, estas pessoas sentem afinidade por você, porque lhe admiram por alguma de suas qualidades.
Definitivamente, vivemos em um mundo globalizado, no qual tudo se inter-relaciona, desta forma, quanto mais conexões você tiver, mais possibilidades surgirão na sua vida e mais amigos lembrarão quem você é, e o que você faz! Torne-se lembrado por seus valores, por seu caráter, por sua simpatia e cordialidade, por sua amizade.
O Networking do mundo globalizado é uma arte mutante, que transforma simples cartões de visitas em amigos de longa data.
Lembre-se, não busque relacionamentos apenas pelos negócios que eles podem lhe render, busque amigos que lhe ajudarão a fazer novos negócios, este é o espírito!
Pratique Networking! Faça amigos! E eles o ajudarão a construir os degraus de sua escada para sucesso!"

Fonte: Artigo de Fabio Azevedo. que pode ser encontrado em: http://www.administradores.com.br/artigos/faca_amigos_pratique_networking/26335/

Post by Camila Karine

Se oriente, estude mandarim

O artigo de LUiz Carlos Cabrera, que é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro da Amrop Hever Group, fala da tendência atual do mundo, que é o mandarim, a língua que prevalece na nossa próxima potência mundial: China.

"Se oriente, estude mandarim

A resistência da economia brasileira a essa impactante crise financeira que vem dos Estados Unidos mostra claramente que ocorreu uma mudança nos chamados eixos financeiros do mundo. As economias emergentes estão desempenhando um papel importantíssimo para o estabelecimento de um novo equilíbrio mundial. China, Rússia, Brasil, Índia, Coréia do Sul e México resistem à quebra financeira dos grandes bancos americanos graças a seus mercados internos, à produção nacional e à estabilidade de suas moedas e de seus governos. Essa mudança dos eixos econômicos se faz, predominantemente, na direção dos países asiáticos, o que ressuscita um antigo significado da expressão "orientar-se". No início do século 17, orientar-se era entender o Oriente e sua cultura, suas invenções maravilhosas, sua matemática avançada e os extraordinários conhecimentos naúticos e bélicos. Uma pessoa desorientada era aquela que não tinha essa perspectiva. Com o predomínio da influência européia e americana na nossa cultura, a bússola conceitual mudou de posição. Olhamos o Norte, para os países desenvolvidos, com admiração, norteando nossa ações. A pessoa que não acompanhava o que acontecia no mundo passou a ser chamada de desnorteada, ou sejam, que tinha perdido o norte.
Pois, agora, é hora de reorientar-se! É hora de entender cada vez mais o que acontece com o Oriente! Em 2015, 60% do PIB mundial virá de países emergentes. A China será a maior potência mundial e, para falar em bancos, provavelmente das dez maiores instituições mundias só uma será americana. E sabe como isso afeta você? O mercado de trabalho será uma arena global e os profissionais dos mercados hoje em desenvolvimento serão disputados por multinacionais chinesas, indianas, coreanas e brasileiras. Para entender esse fenômeno e participar do mercado futuro, é bom você se orientar. Leia mais sobre o Oriente, conheça melhor a história e a cultura desses países e se, você quiser mesmo ser um cara orientado, comece a estudar mandarim."

Fonte: Revista Você S/A - Outubro 2008 - Edição 124

Postado por Daniel Belchior

O iPhone pode matar a internet



"O iPhone pode matar a internet

A liberdade da rede corre risco. A culpa é dos novos controles de empresas como a Apple, diz estudioso. No livro O Futuro da Internet e Como Evitá-lo, o americano Jonathan Zittrain, especialista em Direito na Internet, faz um alerta sobre a encruzilhada que a rede mundial que a rede mundial de computadores e a indústria de tecnologia têm à frente. O espírito original, aberto à colaboração, que fez da internet o sucesso que é, também é a fonte de seus problemas: avalanche de vírus, programas defeituosos e falhas de segurança. "A internet está em crise", diz Zittrain, de 39 anos. Novos aparelhos de enorme sucesso com o iPhone contornam esse risco, pois só aceitam programas que passam pelo crivo da Apple. Caso esse controle sobre o que pode ou não ser instalado no iPhone se alastre pela indústria, diz Zittrain, será o fim da inovação - e a internet do futuro será estéril.

Época - O que está errado na internet?
Jonathan Zittrain - Ela foi projetada numa outra época e para um propósito diferente daquele a que serve hoje. A internet era uma experiência de laboratório. Uma razão por que ela tomou conta do mundo é ter sido tão bem projetada, permitindo a participação de qualquer um em qualquer lugar. Ela funcionou otimamente por anos. Mas a popularização da internet e do computador pessoal revela agora seu lado ruim. A internet está em crise. O exemplo mais visível são os vírus de computador. Eles só existem porque o projeto original da rede permite. Precisamos dar um jeito nisso. Se não o fizermos, veremos as pessoas fugir para aparelhos que limitarão muito a inovação na rede, como o iPhone, da Apple, ou o Xbox, o console de games da Microsoft. O iPhone pode matar a internet.

Época - Por quê?
Zittrain - A Apple e um otimo exemplo de todas as fases desse fenomeno. O Apple II (1977) foi o primeiro PC produzido em serie, que permitiu as pessoas terem um computador em casa rodando programas feitos por qualquer um. Em 2007, com o lancamento do iPhone, aconteceu o oposto. Ele era um sistema completamente fechado. A Apple controlava tudo o que rodava nele. Entao, em 2008, foi a vez do novo iPhone. E um sistema aberto, que aceita programas de terceiros - mas so com a aprovacao da Apple. A empresa checa cada parte do programa antes de permitir sua instalacao no celular. Esse controle de qualidade fornece a Apple poder demais.

Epoca - A rede aberta incluiu 2 bilhoes de pessoas na era digital.
Qual seria a consequencia de um sistema fechado?
Zittrain - As novas tecnologias teriam uma qualidade imperial. Seriam feitas num pais e usadas nos outros. Nao haveria espaco para a inovacao. No momento em que, pela primeira vez, vemos uma parcela consideravel da humanidade na internet, e importante permitir que a tecnologia possa ser remodelada por seus varios usuarios, em vez de ter um celular com quatro funcoes, controlado pela operadora. Os fabricantes de celular deixariam de competirpara lancar produtos mais
interessantes. Nao e o que quero ver. Manter a tecnologia aberta e
crucial para evitar esse futuro.

Epoca - A enciclopedia virtual colaborativa Wikipedia consegue dosar o
espirito da rede com o controle sobre o mau uso da tecnologia?
Zittrain - Sem, ela nao e anarquica. Aceita a participacao de todos, mas tem regras e colaboradores que analisam, limpam e cuidam do conteudo. A Wikipedia mostra qua ha meios de fazer isso sem recorrer ao controle autoritario. Ha licoes a aprender com a Wikipedia."

Fonte: Revista Epoca - 24 novembro 2008 - n549

Post by Renata Oliveira